sábado, 28 de julho de 2012

Uma carta a mim mesma

Pára. Pára de procurar demais, querer demais. Ignora os sinais que te baralham, os sorrisos que te enganam e os olhares que não consegues desvendar. Os sinais são dúbios, os sorrisos impensados e os olhares nada te dizem senão o que a tua ilusão espelha.
Portanto, pára. Pára de te fazer sorrir por algo que logo te irá fazer sofrer e deixa que a vida te traga o que é para ti, o que é suposto ser para ti. Porque paixões não passam de aventuras impossíveis que não deves explorar demais. Aceita quem és. Aceita que não podes ter tudo o que queres. Aceita que momentos não passam de breves sensações experimentadas que não correspondem a nada de duradouro. E agora... Agora, limpas o rosto depois de um cigarro devorado e de um copo absorvido. Sorris e agradeces a ti mesma por seres forte o suficiente para saber parar mesmo depois de exagerar.
Pára. Trava o teu desejo, o teu instinto. Trava o que não sabes travar e sorri. Sorri muito! Sorri por teres uma vida cheia de muito mais do que aquilo que vês. Sorri e sê feliz contigo mesma, mesmo que não pares de (tentar) te aperfeiçoar. É para isso que aqui estás, viver!

Sem comentários:

Enviar um comentário