Depois de jantar por dois ou três, senti-me muito mais bem-disposta como se tivesse passado o momento de falha da minha dose de droga. Sinto um descontrolo total sobre as minhas emoções e tenho noção que quanto mais forçar pi.or vou fazer no que toca à minha alimentação.
Não sei como te dei poder para me deitares abaixo com tanta facilidade. Apetece-me dizer-te todas as tuas falhas, defeitos e estupidezes. És uma pessoa pequena por me conheceres tão bem e me deixares cair no início de uma espiral descontrolada que pode facilmente acabar comigo. Mas só me mostraste o quão forte sou, afinal.
Eu não me cortei. Sabias? Eu nèão me cortei. Mesmo que na minha mente me tenha visto a fazê-lo. Uns golpes finos e superficiais, fundos o suficiente para me fazer sangrar de me fazer parar por uns breves momentos. Sinto mais necessidade de desabafar aqui. Sozinha, num sítio que ninguém vê.
Dei por mim a pensar "E se eu me matasse?". Queria ver-te cheio de remorsos, a chorar por mim e a culpar-te pela minha escolha. Depois pensei que seria mais divertido ver-te, a longo prazo, sem mim e eu gloriosamente sem ti.
A minha cabeça anda a mil e só penso no quanto quero ser para te mostrar o quão melhor sou em comparação a tudo que já tiveste ou algum dia terás.
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